O Livre Exame
May 16th, 2007
O Livre Exame
Thiago Rocha
“Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.” (2Pedro 1, 20-21)
O livre exame consiste de forma falsa na afirmação errônea de que cada pessoa pode pegar sua Bíblia e interpretá-la com lhe convém. Este é o fraco argumento protestante para que eles nunca admitam que estão errados. É só pararmos para pensar: se o mundo fosse todo ao livre exame, cada um interpretando do jeito que quiser, o que aconteceria? Confusão! E os protestantes são mestre nisso. Imagine como seriam as leis. Pois bem, se as leis do mundo não são assim, A Palavra de Deus muito menos.
“Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras. Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiam da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios. Mas crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele a glória agora e eternamente.” (2Pedro 3, 15-18)
Acabamos de ler uma das várias passagens que negam o livre exame inventado pelo protestantismo contra A Igreja. Por sua vez, todos os protestantes se dizem inspirados pelo Espírito Santo, mas é só pensarmos: dois pastores têm duas “interpretações” completamente diferentes de um mesmo versículo, qual dos dois está certo? Por mais lamentável que pareça os protestantes pensam: os dois. Como se o Espírito Santo fosse contraditório, como se Deus não soubesse o que fala e que quer de nós.
“O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação.” (1Tessanonicenses 1,5)
“A nossa pregação não provém de erro, nem de intenções fraudulentas, nem de engano. Mas, como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações.” (1Tessalonicenses 2, 3-4)
Existem mil denominações protestantes e cada uma têm sua própria “interpretação” do Evangelho qual estaria então certa? Agora sim, sabendo o que Paulo Apóstolo quis dizer com ‘intenções fraudulentas’. Engraçado é que para os protestantes todas as mil estariam certas, menos A Igreja Católica, a única Igreja Cristã que não acredita em fraude.
“Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolheu, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis.” (1Tessalonicenses 2, 13)
Então, meu caro amigo, estamos estudando aquilo que é verdadeiramente A Palavra de Deus, algo perfeito, sem mancha, sem erro, sem engano, sem mil interpretações. Será mesmo que Deus ficaria feliz se cada um ler A Palavra e ‘interpretar’ do jeito que lhe convém? Pense, eram os fariseus que não entendiam nada e se julgavam doutores…
“Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corrompam os vossos pensamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo.” (2Corintios 11, 3)
Será mesmo que uma pessoa que prega essa tal de livre interpretação para somente acreditar no que lhe convém está agindo com sinceridade com Cristo? Bem, digamos que a serpente mostrou à Eva o seu livre exame. Então vejamos:
“Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.” (Gálatas 1, 6-10)
Assim deixamos claro que Deus nunca aprovará as várias interpretações. Não existe outro Evangelho. Não há nada de diferente (muitos sentidos) no Evangelho de Cristo. Um só é O Senhor, uma só é A Palavra e uma só é A Interpretação (O Magistério). Exemplos contra o livre exame: 1Cor 3, 11; 2Cor 10,12.17-18; 2Tm 2, 1-5; At 18, 24-26.
Indulgências
May 11th, 2007
Indulgentes em Oração aos Mortos
Thiago Rocha
“Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei.” (João 14, 12-14) A grandeza de alma da fé católica imprime a solitude da esperança nos fiéis que por caridade aos almas de pessoas já falecidas oram, rezam, suplicam pela salvação destas pessoas. A fé de uma pessoa viva pode através de suas orações auxiliar na salvação de almas das pessoas que não estavam completamente em harmonia com Deus. Assim, pela fé e obras poderemos fazer segundo o Espirito Santo, tudo o que Cristo fez, inclusive ajudar na salvação de pessoas já mortas. “Bendito seja ele do Senhor, respondeu Noêmi, porque mostrou-se misericordioso tanto para com os vivos como para com os mortos. E acrescentou: Esse homem é nosso próximo parente, um dos que têm direito de resgate sobre nós.” (Rute 2,20) Um fiel que mostra-se misericordioso tanto com os vivos quanto com os mortos, é claro que entre outras ações estão suas orações de misericórdia aos mortos. Ato cristão de fé que sempre foi expresso pelo povo de Deus desde o Antigo Testamento. “Nós reconhecemos, Javé, a nossa culpa e a culpa dos nossos antepassados: pecamos contra ti. Mas, por causa do teu nome, não nos abandones, não humilhes o trono da tua glória. Lembra-te! Não quebres a Aliança que fizeste conosco.” (Jeremias 14, 20-21) Aqui o profeta Jeremias assume para si os pecados de seus antepassados, lucrando assim indulgências aos mortos. Numa pequena oração, Jeremias paga a falta de pessoas falecidas e suplica a Deus que a Aliança continue, para as gerações futuras. Indulgências aos filhos de Israel ainda não nascidos. “Escuta, contudo, Sedecias, rei de Judá, a palavra do, Senhor! Eis o que ele profere a teu respeito. Não morrerás pela espada. Será em paz que haverás de morrer e, assim como perfumes foram queimados em honra de teus pais, os reis antigos que te precederam, assim também por ti serão queimados. Lágrimas serão derramadas por tua causa: eu, o Senhor, sou eu quem o prediz - oráculo do Senhor.” (Jeremias 34, 4-5) Perfume queimado em honra de reis falecidos é uma espécie de indulgência, pelo simples fato de fazer parte da alma humana o amor ao próximo, o respeito mútuo e a solidariedade que há entre os filhos de Deus, indulgências são queimadas na Santa Igreja. “Pecaram nossos pais, e já morreram, e nós pagamos por suas culpas.” (Lamentações 5,7) Este livro poderia se chamar indulgências, porque é o livro onde encontramos expresso várias formas de preces, orações, suplicas dirigidas aos mortos, pelos pecados dos mortos. Onde o povo vivo de Deus paga, com indulgências, as faltas do povo de Deus que já deixou esta vida. Assim, nós católicos temos a graça de também oferecermos nossas indulgências ao povo de Deus que necessita de orações no purgatório. “No primeiro ano do reinado de Dario, filho de Assuero, da estirpe dos medos, que havia sido elevado ao trono do império dos caldeus, no primeiro ano do reinado, (digo), eu, Daniel, lendo as Escrituras, tive minha atenção despertada para o fato de que o número de anos a passar-se, segundo a palavra do Senhor ao profeta Jeremias, sobre a desolação de Jerusalém, seria de setenta anos. Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza. Supliquei ao Senhor, meu Deus, e fiz-lhe minha confissão nestes termos: Ah! Senhor, Deus grande e temível, que sois fiel à aliança e que conservais vossa misericórdia àqueles que vos amam e guardam vossos mandamentos: nós pecamos, prevaricamos, cometemos maldade, fomos recalcitrantes, desviamo-nos de vossos mandamentos e de vossas leis. Não escutamos vossos servos, os profetas, que falaram em vosso nome a nossos reis, a nossos chefes, a nossos antepassados e a todo o povo da terra. A vós, Senhor, a justiça, e para nós a vergonha, como hoje acontece ao povo de Judá e de Jerusalém, a todo o Israel, àqueles que estão perto e àqueles que estão longe, em todos os países aonde os haveis dispersado por causa das iniqüidades que cometeram contra vós. Sim, Senhor, para nós a vergonha, para nosso rei, nossos chefes e nossos antepassados, porque pecamos contra vós. Ao Senhor, nosso Deus, as misericórdias e o perdão, porque nós nos rebelamos contra ele. Recusamos ouvir a voz do Senhor, nosso Deus; não seguimos as leis que ele nos oferecia pela boca de seus servos, os profetas. Todo o Israel transgrediu vossa lei e se desviou, a fim de não obedecer à vossa voz. Por isso a maldição e a imprecação que figuram na lei de Moisés, o servo de Deus, caíram sobre nós, porque pecamos contra ele. Pôs em execução as ameaças proferidas contra nós e contra nossos governantes: descarregou sobre nós tais calamidades, como jamais sob o céu aconteceu, coisa semelhante àquela que fulminou Jerusalém. Foi de acordo com a lei de Moisés que nos sucederam essas desgraças. E nós nunca procuramos abrandar o Senhor, nosso Deus, renunciando às nossas iniqüidades e dando atenção à vossa verdade. O Senhor não se descuidou do castigo, e o descarregou sobre nós, porque o Senhor, nosso Deus, é justo em tudo o que faz. Mas nós não escutamos a sua voz. Mas agora, Senhor, nosso Deus, que tirastes vosso povo do Egito por um desígnio de vosso poder, e do qual vós fizestes uma glória que perdura ainda hoje, nós pecamos, nós prevaricamos. Senhor, dignai-vos, pela vossa misericórdia, afastar de vossa cidade santa, Jerusalém, vossa cólera e vossa exasperação, porque é devido às nossas iniqüidades e aos pecados de nossos antepassados que Jerusalém e vosso povo são alvo dos insultos de todos os nossos vizinhos. Ouvi, pois, Senhor, a prece suplicante de vosso servo. Por amor a vós mesmo, Senhor, fazei irradiar vossa face sobre vosso santuário deserto. Ó meu Deus, ficai atento para ouvir-nos; abri os olhos para ver nossa ruína e a cidade que ostenta um nome vindo de vós. Não é em nome dos nossos atos de justiça que depositamos a vossos pés nossas súplicas, mas em nome de vossa grande misericórdia. Senhor, escutai! Senhor, perdoai! Senhor, ficai atento! Agi! Por vosso próprio amor, ó meu Deus, não demoreis, pois vosso nome foi dado à vossa cidade e a vosso povo!” (Daniel 9, 1-19) No início da oração de suplica o grande profeta Daniel, diz eu, singular, e assume os pecados cometidos por Jerusalém e Judá num espaço de 70 anos, usando sempre nós, plural. Neste espaço de tempo quantas pessoas devem ter nascido e quantas devem ter morrido? Não importa, o que nos interessa aqui é saber que Daniel realiza uma indulgência suplicando a Deus pelos pecados de inúmeras gerações passadas, presentes e futuras. Portanto, devemos seguir o exemplo de Daniel. “O Senhor disse ainda a Acaz: Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto.” (Isaías 7, 10-11) O Deus Vivo concede indulgências a Acaz, o rei poderia ter pedido a salvação de um falecido que habitara a mansão dos mortos. Prova de que, Deus quer nossas indulgências aos falecidos. Logo, A Igreja no papel de representante de Deus na terra nos concede e nos pede que façamos as indulgências. O sinal de Deus na morada dos mortos. “Deita-te sobre o lado esquerdo e toma sobre ti a iniqüidade da casa de Israel; todo o tempo em que ficares assim deitado levarás sua iniqüidade. E eu fixo o número dos anos do seu pecado, segundo o número de dias que te concedo, trezentos e noventa dias, durante os quais carregarás a iniqüidade da casa de Israel. Quando esse período estiver terminado, tu te deitarás sobre o lado direito, para de novo levar a iniqüidade da casa de Judá durante quarenta dias; cada dia que te concedo corresponde a um ano. Voltarás a tua face e estenderás o teu braço nu para Jerusalém sitiada, profetizando contra ela. Ligar-te-ei com cordas, para que não possas volver-te de um lado para o outro, até que tenhas chegado ao termo dos dias de tua reclusão.” (Ezequiel 4, 4-8) O profeta Ezequiel, por ordem de Deus, cumpre uma indulgência sem igual em toda A Bíblia. Ezequiel num período de 430 dias carregou sobre si toda a iniquidade de Israel e Judá, pagando assim pelos pecados cometidos por estas duas nações. Mas, há um detalhe de que, a cada dia de suplica foi contado por Deus um ano. Sendo assim, Ezequiel carregou 430 anos de pecado em suas costas nas indulgências concedidas as duas nações. Quantos mortos receberam as indulgências por Ezequiel em 430 anos? Nós enquanto católicos apostólicos temos o dever de seguir o exemplo que Ezequiel nos deixou, este exemplo que vem por uma ordem do Deus Vivo. “Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí… Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.” (João 11, 38-45) Nosso Senhor orou a Deus Pai por um milagre. Este milagre foi realizado para a glória de Deus. A glória de Deus se manifestou pela ressurreição de um falecido. Pela ressurreição de um morto muitas pessoas creram em Nosso Senhor. Nosso Senhor orou por um milagre. Um milagre concedido a um morto. O morto recebeu uma oração de Nosso Senhor para a glória de Deus. Nosso Senhor orou aos mortos. A oração foi dirigida a Deus e não ao morto, assim como todas as orações. E foram exatamente estas orações encaminhadas a Deus pelo milagre na vida de um falecido que comprovam que a oração aos mortos é uma prática essencialmente cristã Nosso Senhor enviou uma oração a Deus para que algo de extraordinário acontecesse na vida de um falecido. E aconteceu. Se cremos em Nosso Senhor, devemos crer que podemos sim ajudar na salvação de pessoas já falecidas. A obra é Deus quem faz, mas para isso precisamos crer e orar, rezar, suplicar, adorar. Mas, se eu rezar por uma pessoa que já tenha sido salva, a prece se perde? Não nenhuma oração é perdida. Por isto, cremos na meditação do Rosário: “levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem da vossa misericórdia…” Se sua oração foi destinada para uma pessoa que já conseguiu se salvar, sua oração pode seguir suas vias: a intercessão desta pessoa no céu e socorrer principalmente aquelas que mais precisarem da misericórdia de Deus. Exemplos de indulgências aos mortos: 1Sm 31, 11-13; 1Rs 17, 17-24; 2Rs 4, 32-37; Ez 3, 18-23; At 9, 32-43; At 20, 7-12; 1Jo 5, 16.
O Dom Sacerdotal
February 23rd, 2007
O Dom Sacerdotal
Thiago Rocha
“Isto digo como concessão, não como ordem. Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um tem de Deus um dom particular: uns este, outros aquele.” (1Corintios 7, 6-7)
Não é uma ordem, é uma concessão. O apóstolo celibatário quer que todos sejam iguais a ele, mas cada um é chamado para um dom, o casamento ou o celibato.
“Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se.” (1Corintios 7, 8-9)
A Palavra confirma o celibato do apóstolo que aconselha os solteiros e as viúvas a ficar iguais a ele, mas isso se agüentarem.
“Quanto ao mais, que cada um viva na condição na qual o Senhor o colocou ou em que o Senhor o chamou. É o que recomendo a todas as igrejas.” (1Corintios 7, 17)
E se o Senhor chamou quem estava casto, continue casto, se estava celibato, continue celibato, se estava casado, continue casado.
“A respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém, dou o meu conselho, como homem que recebeu da misericórdia do Senhor a graça de ser digno de confiança. Julgo, pois, em razão das dificuldades presentes, ser conveniente ao homem ficar assim como é.” (1Corintios 7, 25-26)
O apóstolo elogia os virgens e diz que é bom que continuem assim. E se o Senhor não tem mandamento, quer dizer que podem permanecer virgem e agradar a Deus.
“Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa. A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido.” (1Cor 7, 32-34)
Desta vez o apóstolo deixa ainda mais explicito que, quem não for casado, não deve se casar e sim se ocupar com as coisas do Senhor para não ficar dividido. E os virgens devem permanecer virgens para serem santos de corpo e espírito. O que comprava definitivamente que o celibato dos padres e freiras é bíblico.
“Digo isto para vosso proveito, não para vos estender um laço, mas para vos ensinar o que melhor convém, o que vos poderá unir ao Senhor sem partilha.” (1Corintios 7, 35)
O apóstolo reafirma que a condição do celibato é mais nobre para servir a Deus, aqueles que se ocupam das coisas do Pai.
“Portanto, quem se casa com sua noiva faz bem; e quem não casa, faz ainda melhor.” (1Corintios 7, 38)
Quem se casa faz bem, agrada o Senhor, e quem não se casa faz melhor ainda, agrada o Senhor. Recomendo-se ler todo o capítulo 7 de 1 Corintios.
“Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.”(1Cor 11,1)
O apóstolo é imitador de Cristo, certo? Cristo se casou? Não. E Paulo se casou? Não. Então, o celibato é uma prática voluntária, sem restrição bíblica, assim, igualmente A Igreja diz que, o padre é um outro cristo na vida da comunidade. Assim como Paulo apóstolo foi o pai na fé de muitas comunidades, o padre, que quer dizer pai, é o pai da comunidade.
Os Irmãos de Jesus
February 23rd, 2007
Os Irmãos de Jesus
Thiago Rocha
Muitas pessoas se confundem ao lerem textos da bíblia sem nenhum aprofundamento geral da situação analisada. Isto acontece inúmeras vezes ao se tratar da Sagrada Família de Nosso Senhor. Faremos aqui um estudo profundo nos Evangelhos e apontaremos os fatos mais intrigantes e os desvendaremos com facilidade pois, buscamos embasamento bíblico.
Vamos começar com o primeiro trecho que confunde o pensamento das pessoas. E analisar os trechos sinópticos.
“Jesus ainda estava falando ás multidões. Sua mãe e seus irmãos ainda estavam do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: ‘Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo.’ Jesus perguntou aquele que tinha falado: ‘Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?’ E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos, pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.”
(Mateus 12, 46 – 50)
Nosso Senhor apontou para os discípulos e disse: ‘todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão …’
“Nisso chegaram a mãe e os irmãos de Jesus; ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo: Havia uma multidão sentada ao redor de Jesus então lhe disseram: ‘Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram.’ Jesus perguntou: ‘Quem é minha mãe e meus irmãos?’ Então Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao seu redor e disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.” (Marcos 3, 31 –35)
Sobre o trecho do Evangelho de Segundo Marcos temos algo revelador e no mínimo interessante para argumentar. A passagem que confirma que os irmãos de Nosso Senhor são todos os discípulos, e que cada um dos apóstolos tem seu próprio pai e sua própria mãe, está escrita no mesmo capítulo, na mesma página, no cabeçalho ao lado.
“A mãe e os irmãos de Jesus se aproximaram, mas não podiam chegar perto dele por causa da multidão. Então anunciaram a Jesus: ‘Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem te ver.’ Jesus respondeu: ‘Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática’.” (Lucas 8, 19 –21)
O trecho do Evangelho Segundo Lucas é, simples, claro, preciso, direto, tão lógico que não vamos comentar.
Vamos agora ao segundo trecho que confunde as pessoas por falta de aprofundamento bíblico.
“Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, saiu desse lugar, e voltou para a sua terra. Ensinava as pessoas na sinagoga, de modo que ficavam admiradas. Diziam: ‘De onde vêm essa sabedoria e esses milagres? Esse homem não é o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então de onde vem tudo isso’?”
(Mateus 13, 53 –56)
É certo que, o pai de Jesus é o carpinteiro José e a mãe se chama Maria. Mas porque o autor bíblico não usa o termo empregado à uma mãe em relação aos seus filhos? O evangelista não diz que Maria é mãe dos irmãos de Jesus como o costume bíblico faz.
“Jesus foi para Nazaré, sua terra, e os discípulos o acompanharam, quando chegou o Sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: ‘De onde vem tudo isso? Onde foi que arranjou tanta sabedoria? E esses milagres que são realizados pelas mãos dele? Esse homem não é o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E suas irmãs não moram aqui conosco?’” (Marcos 6, 1 –3)
Por que os Evangelhos nunca chamam os irmãos de Jesus de filhos de Maria ou filhos de José igual sempre fazem em relação não só a Nosso Senhor, mas para todo pai e toda mãe que tenham mais que um filho? Responderemos mais adiante.
“Então Jesus chamou seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade. São esses os nomes dos Doze Apóstolos: primeiro Simão, chamado Pedro, e seu irmão André; Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu; Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus.” (Mateus 10, 1 –4)
Um engano já é desfeito com facilidade pois, dizem que, o apóstolo Tiago é irmão de Jesus. Mas há dois apóstolos com o nome de Tiago. Tiago Maior, que é irmão de João Evangelista e filho de Zebedeu. E Tiago Menor, que é filho de Alfeu. O trecho que confirma que o apóstolo Tiago é também o irmão do Senhor é: Gálatas 1, 19.
“Jesus subiu ao monte e chamou os que desejava escolher. E foram até ele. Então Jesus constituiu o grupo dos Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar demônios. Constituiu assim os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos que deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; André, Felipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão o cananeu e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.”
(Marcos 3, 13 –19)
O trecho do Evangelho Segundo Lucas, é ainda mais revelador, e é isso que queremos. Revelar o que ninguém ousou fazer antes de dizer equívocos.
“Nesses dias, Jesus foi para a montanha a fim de rezar. E passou toda a noite em oração a Deus. Ao amanhecer chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem também deu o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Felipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.” (Lucas 6, 12 –16)
Se Judas é irmão de Tiago e por sua vez filho de Alfeu, como poderia ser irmão de Jesus e filho de José, pai de Jesus? O trecho que confirma que o apóstolo Judas é irmão de Tiago é: Carta de São Judas 1, 1.
Confirmação do Sacramento
February 23rd, 2007
Confirmação do Sacramento
Thiago Rocha
“A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.” 1316
O sopro do Espírito Santo pairou sobre os apóstolos, assim eles foram crismados, como uma forma de serem adultos na fé, enviados no Caminho do Evangelho para serem ministros de Deus entre os filhos do Pai na terra.
“Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (Jo 20, 19-22)
“Da celebração ressalta que o efeito do sacramento da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes.” 1302
Nós cristãos, adultos na fé e na Palavra somos revestidos das forças do Alto: O Espírito Santo de Deus. Revestimos esse poder de filhos através do sacramento do crisma, a confirmação de que somos filhos de Deus Pai e soldados do exército de Cristo.
“Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto. Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo. E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus“.(Lucas 24, 49-53)
“A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou caráter indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida.” 1317
Nesta passagem é claríssima a ação de receber o Espírito Santo como confirmação e, esta confirmação vem pela imposição das mãos, e não como o batismo: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo através da água.
“Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.” (Atos 8, 14-17)
“Quando a Confirmação é celebrada em separado do Batismo, sua vinculação com este e expressa, entre outras coisas, pela renovação dos compromissos batismais. A celebração da confirmação no decurso da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã.” 1321
Primeiro os discípulos de Éfeso se fizeram batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Depois o apóstolo lhes impôs as mãos e, assim os discípulos foram crismados no Espírito Santo e de imediato passaram a ser conduzidos pelo Espírito.
“Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles: Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! Então em que batismo fostes batizados?, perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João. Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam. Eram ao todo uns doze homens.” (Atos 19, 1-7)
“Por isso, a confirmação produz crescimento e aprofundamento da graça batismal: enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos faz dizer “Abbá, Pai” (Rm 8,15), une-nos mais solidamente a Cristo; aumenta em nós os dons do Espírito Santo; torna mais perfeita nossa vinculação com a Igreja; dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em relação à cruz:
Lembra-te, portanto, de que recebeste o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e força, o Espírito de conhecimento e de piedade, o Espírito do santo temor, e conserva o que recebeste. Deus Pai te marcou com seu sinal, Cristo Senhor te confirmou e colocou em teu coração o penhor do Espírito.” 1303
Os Cativos
February 23rd, 2007
Os Cativos
Thiago Rocha
“Numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro. Alguns são para uso nobre, outros para uso comum. Aquele que se purificar desses erros, será um utensílio nobre, santificado, útil ao seu possuidor e preparado para toda boa obra.” (2 Timóteo 2, 20 –21)
Após a purificação das faltas somos utensílios nobres, santos, úteis ao Nosso Senhor e preparados para toda boa obra.
“Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.” (Efésios 4, 22-24)
É preciso deixar a vida passada, despir-se do homem velho, renovar a alma se vestir de homem novo, criado a imagem e semelhança de Deus, justo e santo.
No próximo trecho, Nosso Senhor deixa evidente o purgatório, porque é preciso haver perdão e purificação dos pecados para entrar no céu, pois, nada de impuro pode entra no céu. (cf. Ap. 21, 27)
“Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia será perdoado aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Quem disser algo contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem disser algo contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, nem neste mundo, nem no mundo que há de vir.” (Mateus 12, 31 –32)
A partir desta afirmação podemos crer que, certos pecados podem ser perdoados no mundo presente, ao passo que, outros pecados no mundo futuro. Se há alguma forma de perdão em outro mundo, sendo que o juízo nunca foi denominado como um mundo e não há como entrar no céu sem ser plenamente puro, ou seja, pecados não são perdoados nos céus, mais antes da entrada no paraíso, podemos afirmar e crer totalmente na existência do purgatório, o mundo aonde é concedido o perdão após este mundo.
Leia com atenção, refletindo cada palavra desta passagem reveladora:
“Cada um de nós, entretanto, recebeu a graça na medida em que Cristo a concedeu. Por isto diz a Escritura: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos, cumulou de dons os homens (Sl 67,19). Que quer dizer subiu? Quer dizer que primeiro desceu aos lugares mais baixos da terra. Aquele que desceu, é o mesmo que subiu acima de todos os céus, para plenificar o universo.” (Efésios 4, 7-10)
A Palavra de Deus nos fala que Nosso Senhor subiu aos céus levando consigo cativos. E aonde estavam estes prisioneiros antes de serem levados aos céus?
A resposta é: o purgatório. Porque ninguém entrou no céu antes da ascensão de Nosso Senhor. (cf. 1Coríntios 15, 20 –23)
Nosso Senhor reuniu a descendência de Sara e se transfigurou diante Elias e Moisés, consolou o mendigo Lázaro e se revelou o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, levou ao céu Henoc e perdoou Raab, cumpriu a promessa a Dimas e curou os irmãos de José, fez milagres na vida de Gedeão, Samuel e Josué, venceu a teimosia de Jonas e partiu o pão e bebeu o vinho com Melquisedec, participou da alegria de Abel e foi levar a salvação ao primeiro Adão e à primeira Eva, para conciliar a todos junto ao convívio de Deus. “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.” (João 21, 25)
Casamentos Mistos
February 23rd, 2007
Casamentos Mistos
Thiago Rocha
Na Santa Igreja Católica é permitido que, cristãos batizados em denominações separadas se casem com católicos. Primeiro porque, o batismo cristão é um só (cf Ef 4, 5). Portanto, não existe rebatismo ou a exigência protetstante de que, protestante só pode se casar com batizado no protestantismo. Segundo, que esta exigência protestante, além de não biblíca, é contra os principios éticos não somente do cristianismo, mas de toda a humanidade. Em outras palavras: preconceito religioso. Terceiro que, pela ordem de Deus (cf Gn 2, 24), o amor verdadeiro e a benção da Igreja (cf 1Cor 7, 39) são as exigências para que o matrimonio aconteça. E a diferença religiosa não há nada a ver com isto. Mesmo porque, Jesus, o Messias é o fundador da Igreja, e do cristianismo. O que dissipa o argumento protestante de impedir casamentos, porque, todos os que acreditam em Cristo e que foram batizados, não interessa em qual vertente cristã, são verdadeiramente cristãos (cf Mc 16, 16).
“Em muitos países, a situação do casamento misto (entre católico e batizado não-católico) se apresenta com muita freqüência. Isso exige uma atenção particular dos cônjuges e dos pastores. O caso dos casamentos com disparidade de culto (entre católico e não-batizado) exige uma circunspecção maior ainda.” 1633
“Conforme o direito em vigor na Igreja Latina, um casamento misto exige, para sua liceidade, a permissão expressa da autoridade eclesiástica. Em caso de disparidade de culto, requer-se uma dispensa expressa do impedimento para a validade do casamento. Esta permissão ou esta dispensa supõem que as duas partes conheçam e não excluam os fins e as propriedades essenciais do casamento, e também que a parte católica confirme o empenho, com o conhecimento também da parte não-católica, de conservar a própria fé e assegurar o batismo e a educação dos filhos na Igreja católica.” 1635
“Nos casamentos com disparidade de culto, o cônjuge católico tem uma missão particular: ‘Pois o marido não-cristão é santificado pela esposa, e a esposa não-cristã é santificada pelo marido cristão’ (1Cor 7,14). Ser uma grande alegria para o cônjuge cristão e para a Igreja se esta ‘santificação’ levar o cônjuge à livre conversão à fé cristã. O amor conjugal sincero, a humilde e paciente prática das Virtudes familiares e a oração perseverante podem preparar o cônjuge não-cristão a acolher a graça da conversão.” 1637
Resumindo tudo isto numa frase: se você é católico e quer se casar com protestante em qualquer denominação, você será obrigado a se batizar de novo e abandonar sua fé católica, mas se você casar na Santa Igreja Católica com protestante batizado em qualquer vertente cristã, ele ou ela não será obrigado a se rebatizar.
“Aos outros, digo eu, não o Senhor: se um irmão desposou uma mulher pagã (sem a fé) e esta consente em morar com ele, não a repudie. Se uma mulher desposou um marido pagão e este consente em coabitar com ela, não repudie o marido. Porque o marido que não tem a fé é santificado por sua mulher; assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé. Do contrário, os vossos filhos seriam impuros quando, na realidade, são santos.” (1 Corintios 7, 12-14)
Juízo Particular e Juízo Final
February 23rd, 2007
Juízo Particular e Juízo Final
Thiago Rocha
Nosso Senhor Jesus Cristo nos evidencia a separação do corpo e da alma:
“Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes aquele que destruir a alma e o corpo na geena.” (Mateus 10, 28)
Na presença dos apóstolos O Messias de Deus se transfigura e recebe Moisés, falecido há mil anos, prova de que a alma é imortal:
“Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém. Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia. Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!… Ele não sabia o que dizia. Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor. Então da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o! E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto.” (Lucas 9, 28-36)
A alma não poderia nunca estar dormindo, pelo simples fato de que, o pobre Lázaro e o rico passaram por seus juízos particulares logo após a morte e são destinados a lugares distintos na morte do corpo:
“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino, e dava banquetes todos os dias. E um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à porta do rico. Ele queria matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as feridas. Aconteceu que o pobre morreu o e os anjos o levaram para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. No inferno em meio aos tormentos, o rico levantou os olhos e viu, de longe, Abraão com Lázaro ao seu lado. Então o rico gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque este fogo me atormenta’. Mas Abraão respondeu: ‘Lembra-se, filho: você recebeu teus bens durante a vida, enquanto Lázaro recebeu males. Agora, porém, ele encontra consolo aqui e você é atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, nunca poderia passar daqui para junto de vocês, nem os daí poderiam atravessar até nós. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não acabe também eles vindo para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, pai Abraão! Se um dos mortos for até eles, eles vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se eles não escutam a Moisés e aos profetas, mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos’.” (Lucas 16, 19 –31)
Cristo Senhor garante a São Dimas (o bom ladrão), primeiro santo canonizado pela Santa Igreja em 155 que, na separação do corpo e da alma, esta alma passa por um julgamento particular, logo depois que o corpo falece:
“Um dos malfeitores suspensos á cruz o insultava, dizendo: ‘Não és tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós.’ Mas o outro, tomando a palavra, o repreendia: ‘Nem sequer temes a Deus, estando na mesma condenação? Quanto a nós, é de justiça; estamos pagando por nossos atos; mas ele não fez nenhum mal.” E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com teu reino.’ Ele respondeu: ‘Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso.’” (Lucas 23, 39-43)
Cheio do Espírito Santo. Portanto, com a ação do mesmo Espírito, Santo Estêvão, o primeiro martír da Madre Igreja, viu Cristo a sua espera para o juízo individual. O martír ainda da-nos testemunho disto em vida. Ao ser martirizado Santo Estêvão entrega o espírito ao Pai Eterno, na separação do corpo e da alma. E o corpo adormeceu. Enquanto a alma foi entregue ao Juiz Sumo para o julgamento particular:
“Ouvindo tais coisas, indignaram-se nos seus corações, e rangiam os dentes contra Estêvão. Ele, porém, repleto do Espírito Santo, olhando para o céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé á direita de Deus, e disse: ‘Eu vejo os céus abertos e o Filho do Homem de pé á direita de Deus.’ Dando grandes gritos, eles taparam os ouvidos e, todos precipitaram-se contra ele, empurraram-no para fora da cidade e puseram-se a apedrejá-lo. As testemunhas tinham tinham dispostos suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. E enquanto era apedrejado, Estêvão fazia esta invocação: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito.’ Depois dobrou os joelhos e clamou em alta voz: ‘Senhor, não lhes imputes este pecado.” E ao dizer isto, adormeceu.” (Atos dos Apóstolos 7, 54-60)
Todos nós ressuscitaremos para o juízo final com o corpo e alma novamente unidos e, desta vez, em uma união eterna:
“Vi depois um grande trono branco e aquele que nele se assenta. O céu e a terra fugiram de sua presença, sem deixar vestígios. Vi então os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e abriam-se livros. Também foi aberto um outro livro, o livro da vida. Os mortos foram julgados conforme sua conduta, a partir do que estava escrito nos livros. (Apocalipse 20, 11-12)
A Confissão dos Pecados
February 16th, 2007
A Confissão dos Pecados
Thiago Rocha
Desde que todos os homens são pecadores: “Não fique cercando a casa do justo, nem lhe destrua a morada, porque o justo pode cair sete vezes, mas se levanta, enquanto os ímpios se afundam na desgraça.” (Provérbios 24, 15-16)
“Converta-se ao Senhor e abandone o pecado. Suplique diante Dele e reduza a ofensa que você fez. Volte para o Altíssimo, vire as costas para a injustiça e deteste profundamente aquilo que Ele abomina.” (Eclesiástico 17, 20-21)
“Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e a Verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, Deus, que é fiel e justo, perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda injustiça. Se dizermos que nunca pecamos, estaremos afirmando que Deus é mentiroso, e sua Palavra não estará em nós.” (1Jo 1, 8-10)
E o erro precisa obter perdão: “Vocês não sabem que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não se iludam! Nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os caluniadores irão herdar o Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim, mas vocês se lavaram, foram santificados e reabilitados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.” (1Corintios 6, 9-12)
“Que é o homem, e para que serve? Que mal ou que bem pode ele fazer? A duração da vida humana é quando muito cem anos. No dia da eternidade esses breves anos serão contados como uma gota de água do mar, como um grão de areia. É por isso que o Senhor é paciente com os homens, e espalha sobre eles a sua misericórdia. Ele vê quanto é má a presunção do seu coração, e reconhece que o fim deles é lamentável; é por isso que ele os trata com toda a doçura, e mostra-lhes o caminho da justiça. A compaixão de um homem concerne ao seu próximo, mas a misericórdia divina estende-se sobre todo ser vivo. Cheio de compaixão, (Deus) ensina os homens, e os repreende como um pastor o faz com o seu rebanho. Compadece-se daquele que recebe os ensinamentos de sua misericórdia, e do que se apressa a cumprir os seus preceitos.” (Eclesiástico 18, 7-14)
“Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue, lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra; se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada. É a boca do Senhor que o declara.” (Isaías 1, 15-20)
Os homens devem, precisam confessar seus pecados: “Quem dissimula suas faltas, não há de prosperar; quem as confessa e as detesta, obtém misericórdia. Feliz daquele que vive em temor contínuo; mas o que endurece seu coração, cairá na desgraça.” (Provérbios 28, 13-14)
“Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos. Levantai, pois, vossas mãos fatigadas e vossos joelhos trêmulos (Is 35,3). Dirigi os vossos passos pelo caminho certo. Os que claudicam tornem ao bom caminho e não se desviem.”(Hebreus 12,8.12-13) (cf. Hb 12, 1-15)
O sacramento instituído por Nosso Senhor consolida o poder de perdoar os pecados em nome do Jesus Cristo: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (João 20, 23)
A partir de então, o Magistério da Igreja começou a atuar frente o cristianismo em nome de Deus e a seguir todas as premissas de Nosso Senhor:
“Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28, 20)
Até o fim dos tempos o Magistério exercerá esta Tradição de ensinar o povo de Deus a observar tudo, tudo o que Cristo nos ordenou:
“Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.” (Mc 13, 31)
Por isto, a confissão dos pecados aos sacerdotes da Igreja Católica não poderia ter passado, pois é uma ordem de Nosso Senhor que não passará antes do céu e da terra. O Magistério ministra esta faculdade de geração em geração:
“Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Um testamento só entra em vigor depois da morte do testador. Permanece sem efeito enquanto ele vive.” (Hb 9, 16-17)
Nosso Senhor Jesus Cristo é o Novo Testamento e o Evangelho é eterno:
“Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade.” (Hb 13,
Se Cristo é o Evangelho e sempre o mesmo, ontem, hoje e eternamente, então os cristãos têm o dever de cumprir o preceito de Nosso Senhor de confessar os pecados aos sacerdotes da Igreja de Cristo:
A Sagrada Tradição da Igreja Católica não poderia deixar de nos orientar, este sacramento foi consolidado por Nosso Senhor aos apóstolos que passaram aos discípulos que instruíram a outros discípulos e outros e outros até chegar aos dias de hoje. Sacramento este que igual aos apóstolos, somente o Magistério da Igreja pode exercer:
“Tu, portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros.” (2 Timóteo 2, 1-2)
A Transfiguração
February 16th, 2007
A Transfiguração
Thiago Rocha
Muitos fiéis confundem o uso das palavras sono da morte e despertar da ressurreição. O que queremos esclarecer é que a palavra dormir é usada no sentido de estar morto, e a palavra despertar é usada no sentido de ressuscitar. Por exemplo: conhecemos a árvore pelos frutos. Sendo que a árvore é a pessoa e os frutos são suas ações. Do mesmo modo: desperta tu que dormes, quer dizer: ressuscita tu que estás morto. Os mortos não podem estar inconscientes na comunhão com Deus.
“Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém. Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia. Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!… Ele não sabia o que dizia. Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor. Então da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o! E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto.” (Lucas 9, 28-36)
A transfiguração de Nosso Senhor é prova concreta de que Moisés e Elias estão na glória de Deus. Estão vivos, e não mortos, estão acordados e não dormindo. Sabemos que Moisés morreu, por outro lado, Elias foi arrebatado ao céu, (cf. 2 Reis 2, 1-18). Sendo que, Moisés estando com Elias e este não conheceu morte, foi assunto ao paraíso, então Moisés não pode estar morto ou dormindo. Mesmo porque ele apareceu para Nosso Senhor na glória e conversou com o mesmo.
“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais. Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus. E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.” (Mateus 17, 1-9)
Uma simples hipótese de que Moisés e Elias acordaram somente para conversar com Nosso Senhor e depois voltaram a dormir, além de não ser bíblico é pequeno e fraco demais para comentarmos. Mas se analisarmos as passagens poderemos constar que: Moisés e Elias conversavam sobre a paixão de Cristo, estando eles na glória, sabiam o que estava para acontecer, então não poderiam estar dormindo. Estavam em alma transfigurada e não em corpo, por isto, Pedro não sabia que eles não precisavam de tenda. E Nosso Senhor adverte os discípulos para que não contem a ninguém antes da ressurreição.
“Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.” (Mateus 22, 30-32)
De fato, no céu os homens e as mulheres são iguais os anjos, por sua vez, só entra no paraíso quem for santo, portanto os santos são iguais os anjos. Será que os anjos estão dormindo? Se estão acordados Deus não faz diferença entre seus filhos, então os anjos e os santos são iguais e têm os mesmo direitos de estarem acordados.
“Jesus respondeu-lhes: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus. Mas quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés como Deus lhe falou da sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Êx 3, 6)? Ele não é Deus de mortos, senão de vivos. Portanto, estais muito errados.” (Marcos 12, 24-27)
Portanto, Deus é Deus dos vivos e não dos mortos. Mas se Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, então porque disse ser Deus de Abraão, Isaac e Jacó, se estes já estavam mortos quando Deus disse isso a Moisés? E por que Nosso Senhor o repetiu no Evangelho milhares de anos depois? Ora, ou Deus é contraditório em dizer que é Deus dos vivos e falar nome de mortos, ou Abraão, Isaac e Jacó estão vivos, porque Deus é Deus deles, Deus dos vivos.
“Jesus respondeu: ‘Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados. Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele’.” (Lucas 20, 34 –38)
Desde que os santos são iguais aos anjos e os anjos não estão nem mortos nem dormindo, os santos não poderiam estar inconscientes. Por sua vez, Moisés revelou na passagem da sarça ardente que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, ao chamar o Deus de Abraão, Isaac e Jacó.